Há milhares de anos, quando o homem intensificou a vida em grupo, a necessidade de estabelecer a comunicação levou ao desenvolvimento das primeiras formas de linguagem. As pinturas rupestres são exemplos do registro das atividades desenvolvidas.

Com a ampliação dos grupos de convívio e com o estabelecimento de relações entre grupos diferentes surgiu a necessidade de mensurar as produções, as quantidade de grãos, de animais etc. principalmente para o estabelecimento das trocas de produtos. Surgiram então medidas que deveriam ser aceitas pelos diferentes grupos nas suas trocas como, por exemplo, unidades de animais, tamanho dos animais e cestos de grãos como arroz, cevada, trigo...

O desenvolvimento contínuo das civilizações trouxe novos desafios como, por exemplo, como determinar distâncias, como demarcar terrenos, como realizar o comércio de vinhos, de tecidos, além do de alimentos. O uso do corpo como instrumento de medida foi uma das primeiras soluções.

O corpo humano tem sido usado como instrumento de medida desde os tempos antigos. A milha, a jarda, a polegada, o cúbito e o pé são exemplos de unidades de medidas baseadas no corpo humano.

No século XIII antes de Cristo, os egípcios usavam como referência para medir comprimentos uma unidade denominada cúbito. O cúbito foi definido como a distância existente entre o cotovelo e o final do dedo médio do faraó Ramsés II. Cópias do cúbito feitas em pedras eram usadas em todo o Egito.

A milha foi criada na Roma Antiga como sendo igual à distância percorrida por um soldado de porte médio em mil passos duplos.

A jarda foi estabelecida na Inglaterra como a distância entre a ponta do nariz e a extremidade do polegar levantado do rei Henrique I. O comprimento de uma jarda foi reproduzido em modelos de madeira para ser usado em todo o reino.

No final do século XVIII a França fez a primeira tentativa de desvincular o sistema de medidas da anatomia humana, visando à criação de um sistema único a ser adotado em todo o mundo.